A fórmula russa para alcançar êxito na Síria

Geopolítica

Foto: © Sputnik/ Ramil Sitdikov

A operação realizada pela Força Aeroespacial russa na cidade síria de Raqqa pode ser considerada um sucesso, acredita o especialista em assuntos militares, Aleksandr Perendzhiev.

Em 25 de maio, a aviação russa aniquilou mais de 120 jihadistas do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em outros países), que estavam tentando fugir da cidade síria de Raqqa em 39 caminhonetes rumo a Palmira.

De acordo com o relatório do Ministério da Defesa russo, os jihadistas estavam tentando escapar pelo corredor, tendo sido tal ação acordada com as unidades curdas, pertencentes às Forças Democráticas da Síria.

Durante a operação, de acordo com o cientista político, a Força Aeroespacial da Rússia atuou com antecedência, conseguindo, assim, deter o avanço dos terroristas.

“Foi realizado um trabalho minucioso para que a situação relacionada ao abandono de Palmira não voltasse a se repetir (antes de ser retomada pelos jihadistas, Palmira foi abandonada parcialmente pelas foças governamentais para reforçar o flanco de Aleppo). Já foram elaborados planos para ambos os cenários. Isso significa que o Estado-Maior da Rússia prognostica bem a situação e tenta avançar resultados positivos. […] Este caso evidencia o crescimento da arte militar dos militares russos e a boa gestão que há dentro das Forças Armadas do país eslavo”, enfatizou Perendzhiev, citado pelo jornal russo Vzglyad.

Atualmente, os veículos aéreos não tripulados russos monitoram sem parar as rotas que podem ser utilizadas por terroristas para fugir de Raqqa.

Os aviões e helicópteros da Força Aeroespacial russa não são os únicos que estão tentando eliminar terroristas na Síria. Recentemente, as Forças de Operações Especiais russas se juntaram a eles.

Palmira é um dos centros mais ricos da antiga civilização que desde maio de 2015 se encontrava controlada pelo grupo terrorista Daesh.

Apoiado pela aviação da Rússia, o Exército da Síria a libertou pela primeira vez em março de 2016. Porém, os extremistas voltaram a controlá-la mais tarde.

Fonte: Sputnik

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