Angola comemora os 57 anos do início da Luta Armada de Libertação Nacional

Angola

Foi na madrugada do dia quatro de fevereiro de 1961 que, praticamente em simultâneo, ocorreu o assalto à Casa de Reclusão Militar, à Cadeia Administrativa de São Paulo e à 4ª Esquadra da Polícia, na cidade de Luanda, símbolos significativos do poder colonial português, onde estavam encarcerados nacionalistas angolanos, por motivos políticos.

Tratou-se de uma operação de grande risco para os patriotas nela envolvidos, que, naquele dia, decidiram enfrentar o sistema colonial e todo o seu aparato, pois essa ação era o culminar das reivindicações apresentadas pelos nacionalistas, em fórum próprio, às autoridades coloniais, que nunca viram de bom grado os apelos à emancipação e independência de Angola.

Foram constituídos cinco grupos, devidamente estruturados, que se dispersaram nas direções que a cada um competia. Para a Casa de Reclusão Militar, sob a chefia de Francisco Imperial Santana. Para a Emissora Oficial, sob a chefia de Virgílio Sotto Mayor. Para a Cadeia Administrativa de São Paulo, sob a chefia de Raul Deão. Para a 4ª Esquadra da Polícia, sob a chefia de Domingos Manuel. E para a Companhia Indígena, Campo da Aviação e Palácio, sob chefia de Paiva Domingos da Silva.

A operação desencadeada a quatro de fevereiro de 1961, não tendo alcançado os objetivos previstos, que era a libertação dos presos políticos, provocou, entre os efetivos da Polícia colonial, sete mortos.

Muitos participantes daquela gesta gloriosa, interceptados pelo aparato militar e policial, não puderam prosseguir a sua missão. Uns foram presos, outros foram mortos, mas os que sobreviveram prosseguiram ações ofensivas de desgaste, nesse mesmo dia e a 10 do mesmo mês.

Mas, o sinal estava dado. Iniciava-se em Angola a Luta Armada de Libertação Nacional, sob a direção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que terminou com a proclamação da Independência, em 11 de Novembro de 1975.

Nesta segunda terça-feira (6) o Secretariado do Bureau Político do MPLA “ressaltou o seu reconhecimento a todos os patriotas, conhecidos e anônimos, que, não obstante aos sacrifícios que tiveram de suportar, escreveram uma das páginas mais brilhantes da história de Angola, pois que a sua epopeia heroica ficará gravada, para todo o sempre, na memória coletiva dos angolanos e da África.”

Fonte: Site do MPLA 

 

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