Avançam na Bolívia preparativos para a ‘Cúpula dos Povos’

Anti-imperialismo

O chanceler boliviano, Fernando Huanacui

Prosseguem na Bolívia os preparativos para a Conferência Mundial dos Povos, que terá como tema central a situação dos migrantes e o repúdio à decisão estadunidense de construir um muro na fronteira com o México.

“Por uma cidadania universal e por um mundo sem muros” – este é o lema da cúpula, prevista para os dias 20 e 21 de junho na localidade de Tiquipaya, Cochabamba.

“Estamos convocando organizações sociais, povos indígenas, personalidades, intelectuais e governos para esta conferencia, declarou o chancler boliviano, Fernando Huanacuni.

O chefe da diplomacia boliviana viajou a Cochabamba para reunir-se com o governador Iván Canelas e autoridades dos municípios de Cercado e Tiquipaya, a fim de organizar o evento.

O chanceler também se encontrará com membros da reitoria da Universidade do Valle, também em Cochabamba.

De acordo com o chanceler, um dos propósitos do encontro é fazer com que o conceito de cidadania universal seja compreendido em sua real magnitude em todo o mundo.

Em março último, o presidente boliviano, Evo Morales, convocou a cúpula, em resposta às políticas anti-imigrantes impulsionadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Não é possível que haja muros e muralhas para migrantes, latinos e refugiados e não haja muros e muralhas para intervenções militares que saqueiam os recursos naturais dos povos’, expressou Evo naquela ocasião.

A convocação da Conferência Mundial dos Povos foi apoiada durante a última cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), que se realizou em Caracas.

Redação do Resistência, com Prensa Latina

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