Venezuela

Chanceler Moncada denuncia coerção dos EUA contra a Venezuela

25/07/2017

O Chanceler da Venezuela, Samuel Moncada, denunciou nesta terça-feira (25) a coerção que exerce os Estados Unidos sobre alguns membros da Organização de Estados Americanos (OEA) para levá-los a pronunciar-se contra o governo do seu país.

Durante um contato telefônico com meios de imprensa, o chefe da diplomacia da nação sul-americana questionou uma reunião prevista para amanhã neste organismo com o objetivo de abordar a situação na Venezuela e a convocatória da Assembleia Nacional Constituinte.

O dirigente considerou que em lugar deste tema se deveriam analisar as contínuas violações à Carta da OEA por parte de Washington, em um contexto marcado pelas ameaças aos membros do foro regional, entre elas de uma possível retirada de programa de vistos a seus cidadãos.

De acordo com Moncada, com o aviso de sanções os Estados Unidos intenta curvar a vontade de países vizinhos da região que compartilham um programa de cooperação como o Petrocaribe.

Estas ações, pontuou, violam o artigo 20 da Carta da OEA, especificamente o parágrafo que expressa que nenhum membro “poderá aplicar ou estimular medidas coercitivas de caráter econômico e político para forçar a vontade soberana de outro Estado e obter disto vantagens de qualquer natureza”.

Também recordou que o decreto firmado pelo ex-presidente Barack Obama em 2015, o qual assinala a Venezuela como “uma ameaça” inusual e extraordinária, segue vigente, e com base nele se promovem operações hostis contra seu país.

Neste sentido chamou a atenção sobre as recentes declarações do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo, que em 20 de julho admitiu que trabalha com a Colômbia e com o México para derrubar o Governo democrático da Venezuela.

Isso é reconhecido publicamente e todo o mundo segue como se nada houvesse, assinalou o chanceler venezuelano, que disse que não se pode ouvir de ânimo leve este tipo de comentário do chefe da CIA, “uma das agências mais perigosas e poderosas, que tem derrubado vários governos no mundo”.

Moncada se referiu a fala recente do presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou a Venezuela com fortes sanções econômicas se for instalada a Assembleia Nacional Constituinte que será votada no próximo domingo.

As medidas da Casa Branca teriam um caráter profundamente imoral porque significariam sanções coletivas para todos os venezuelanos, castigos massivos para as famílias, em violação da lei internacional, sustentou o Ministro das Relações Exteriores.

Por sua vez, o encarregado de negócios da embaixada venezuelana nos Estados Unidos, Carlos Ron, afirmou que nas últimas semanas se incrementou a agressividade de Washington contra Caracas, dentro do que se inclui o pronunciamento de Trump.

Ações muito claras vem sendo articuladas desde aqui, em uma escalada na agressão contra o governo venezuelano, revelando como se busca derrubar o presidente Nicolás Maduro e tomar o controle do país, denunciou o diplomata.

Fonte: Prensa Latina, tradução de Wevergton Brito Lima para o Resistência

Compartilhe: