China acusa Japão de inventar desculpas para aumentar orçamento militar

Geopolítica

A China pediu nesta quarta-feira (23) que o Japão considere as preocupações de segurança de seus vizinhos asiáticos com seriedade e aja prudentemente nos campos militar e de segurança.

Segundo o serviço de notícias japonês Kyodo, o Ministério da Defesa planeja buscar um orçamento de recorde de 5,26 trilhões de ienes (US$ 48,1 bilhões) para o ano fiscal de 2018, uma vez que o país procura fortalecer suas capacidades de defesa antimíssil diante do aumento das ameaças de mísseis da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), assim como das crescentes atividades marítimas da China.

“Estamos cientes das reportagens e preocupados com isso”, disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

Nos últimos anos, o Japão tem propagado a ideia de “ameaça da China” para encontrar ou inventar desculpas para seu crescimento em armamento militar e orçamento de defesa, informou ela.

A China deve estar em alerta máximo contra os movimentos do Japão e seus motivos reais, segundo a porta-voz.

A comunidade internacional, especialmente os vizinhos asiáticos do Japão, acompanha de perto os movimentos militares do país, afirmou Hua.

Ela aconselhou o Japão a aprender com a história e deixar de exagerar a “ameaça da China”.

Hua disse que a China aprecia a coragem dos japoneses criteriosos que revelaram a verdade histórica e pediram a paz, através de meios como um documentário recente sobre Okunoshima, uma ilha onde o gás venenoso foi fabricado pelo Japão para usar contra a China durante a Segunda Guerra Mundial.

O documentário atraiu muita atenção após seu lançamento no Sistema de Transmissão de Tóquio, junto com outro documentário sobre a Unidade 731 do Exército Japonês divulgado anteriormente pela emissora pública NHK. Os dois filmes revelaram a verdade irrefutável dos crimes de guerra do Japão e provocaram discussões acaloradas entre a sociedade japonesa.

As armas químicas abandonadas pelo Japão no território chinês ainda ameaçam a segurança dos cidadãos chineses, seus bens e o ambiente ecológico, embora a guerra já tenha acabado há 70 anos, assinalou Hua.

Hua solicitou que o Japão cumpra suas obrigações para destruir as armas químicas abandonadas o mais cedo possível.

Fonte: Agência Xinhua

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