Com moeda virtual, Venezuela aposta na independência financeira 

Venezuela

A moeda virtual que a Venezuela vai criar, chamada Petro, vai dar ao país liberdade para suas transações e assim superar os entraves colocados pelo mercado financeiro internacional por organismos como Euroclear, afirmou nesta segunda-feira (4) o vice-presidente de Comunicação e Cultura, Jorge Rodríguez.

“Esta será uma criptomoeda que não estará envolvida no sistema financeiro internacional, entre outros, como Euroclear, que tem neste momento US$1,25 bilhões que são da Venezuela e que não querem soltá-los para os alimentos e pagamento de medicamentos”, explicou Rodríguez através do espaço 90 milhas com Maduro, que transmite Venezolana de Televisión.

Este novo mecanismo virtual financeiro “vai ir pelas redes sociais” e estará dentro do chamado Blockchain, mecanismo de segurança “para que o intercâmbio seja absolutamente seguro”.

O vice-presidente destacou, além disso, que o Petro estará “respaldado pela garantia das imensas riquezas que tem a Venezuela”, como os US$58 trilhões nos mais de 297,5 bilhões de barris em reserva que se encontram na Faixa Petrolífera do Orinoco, nas toneladas de ouro em reserva já certificadas, grandes riquezas como gás, coltán, urânio e diamantes.

Rodríguez acrescentou que esta ampla riqueza natural que está presente no solo venezuelano “é 40 vezes o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos da América do Norte e 4 vezes o PIB da China”.

“O Petro terá um imenso poder que permitirá as pessoas intercambiar moedas convencionais por esta criptomoeda, adquirir bens em qualquer comércio do mundo inteiro, ou economizar em petromoedas”.

Fonte: Agência Venezuelana de Notícias (AVN) 

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