CPPC saúda Nobel da Paz à luta pela proibição de armas nucleares

Luta pela paz

Destroços de um templo xintoísta, em Nagasaki, após o bombardeamento de 6 de Agosto de 1945

A atribuição do Prêmio Nobel da Paz à Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares é “um incentivo à ação de todos quantos intervêm pela abolição das armas nucleares, pelo desarmamento, pela paz”, afirma o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC).

Em comunicado, o CPPC “saúda a atribuição do Prêmio Nobel da Paz à Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) e considera que esta representa um incentivo à ação de todos quantos intervêm pela abolição das armas nucleares, pelo desarmamento, pela paz”.

A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (6) e a atribuição à ICAN foi justificada pelo Comitê do Prêmio Nobel devido ao trabalho na denúncia das “consequências humanitárias catastróficas” associadas a “qualquer uso de armas nucleares” e em defesa da sua proibição.

“Não esquecendo a controvérsia que rodeou a atribuição do Prêmio Nobel da Paz noutros momentos”, o movimento da Paz português afirma que a exigência de um mundo livre de armas nucleares é “uma aspiração dos povos e do movimento da paz”, “que teve no Apelo de Estocolmo, promovido no início dos anos 50 pelo Conselho Mundial da Paz, a sua primeira e grande expressão ao nível mundial”.

O CPPC considera ainda que “a exigência da abolição das armas nucleares e da sua não-proliferação, do desanuviamento das relações internacionais, do desarmamento universal, simultâneo e controlado, da paz, adquire uma ainda maior importância” num momento em que o número de armas nucleares existente no Mundo deve ascender a 15 mil ogivas.

Há 72 anos, os EUA realizaram os primeiros e, até hoje únicos, bombardeamentos com bombas nucleares, destruindo as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, provocando milhares de mortos e cujos efeitos se mantêm até hoje.

No comunicado, “o CPPC recorda a adoção, no passado dia 7 de julho nas Nações Unidas, do Tratado pela Proibição das Armas Nucleares, entretanto aberto à subscrição a partir de 20 de setembro, tendo sido já assinado por 53 países”, para o qual a ICAN contribuiu.

A entidade recorda ainda que, a 26 de setembro (Dia Internacional para a Abolição das Armas Nucleares), lançou a petição “Pela assinatura por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares – Pela paz, pela segurança, pelo futuro da Humanidade!”, convidando “todos os amantes da paz a subscreverem e a divulgarem”.

Fonte: AbrilAbril

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