Cuba considera precipitada decisão dos EUA de retirar diplomatas

Relações Cuba-Estados Unidos

A diplomata cubana Josefina Vidal

A chancelaria de Cuba qualificou nesta sexta-feira (29) de precipitada a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar mais da metade do pessoal de sua embaixada em Havana, sob o argumento de supostos incidentes relatados por tais funcionários.

A diretora geral do setor Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal, assinalou que a medida afetará as relações bilaterais e em particular a concretização de vários acordos em temas de interesse mútuo, assim como os intercâmbios entre as duas nações.

Em declarações veiculadas pela televisão cubana, Vidal reafirmou que o governo de Cuba não tem responsabilidade com esses fatos e cumpre de maneira responsável o estabelecido pela Convenção de Viena de 1961 acerca da proteção da integridade física dos diplomatas e seus familiares.

A diplomata cubana reiterou a vontade das autoridades da ilha caribenha de seguir adiante com o processo rumo à normalização das relações entre as duas nações iniciado a partir de 17 de dezembro de 2014.

Vidal recordou que Havana instou Washington a não politizar um assunto desta natureza e a que não sejam tomadas decisões apressadas, sem bases, e antes de concluir as investigações em curso.

O secretário norte-americano de Estado, Rex Tillerson, confirmou nesta sexta-feira a retirada dos funcionários da embaixada em Cuba, depois dos alegados incidentes, que ele qualificou de ataques.

Mantemos nossas relações com Cuba, e nosso trabalho ali segue guiado pelos interesses de segurança nacional e de política externa dos Estados Unidos, indicou o chefe da diplomacia estadunidense em uma declaração oficial, depois de esclarecer que se mantêm as relações diplomáticas entre os dois países, restabelecidas em julho de 2015, após mais de 50 anos de ruptura.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, se reuniu em Washington na última terça-feira (26) com Tillerson, reiterou-lhe a seriedade, celeridade e profissionalismo com que seu país assumiu este assunto, assim como o fato de que até agora não há evidências das causas e da origem das supostas afetações de saúde relatadas.

Resistência, com Prensa Latina

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