Cuba protesta por expulsão de 15 diplomatas: “Ato injustificado”

Cuba

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, qualificou como um ato injustificado e político a decisão do Departamento de Estado dos EUA de expulsar 15 diplomatas da embaixada de Cuba em Washington.

O Ministério das Relações Exteriores protesta fortemente e denuncia essa decisão infundada e inaceitável, bem como o pretexto utilizado para justificá-la: que o governo de Cuba não teria tomado todas as medidas apropriadas para evitar ataques, o que não corresponde à verdade, declarou Rodríguez em conferência de imprensa em Havana.

A ação divulgada nesta terça-feira (3) pelo governo dos Estados Unidos está relacionada aos incidentes de saúde relatados pelos membros do serviço estrangeiro dos EUA em Havana, cujas causas ainda são desconhecidas.

O chefe da diplomacia cubana também pediu a Washington que não continue a politizar a questão que, em sua opinião, poderia levar a mudanças indesejáveis ​​e fazer retroceder as relações entre os países, estremecidas após a fala do presidente Donald Trump, que em 16 de junho anunciou uma mudança de política em relação a Cuba.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba enfatizou que, até agora, não há provas de causas e origem das condições de saúde relatadas pelos diplomatas dos EUA e suas famílias.

Ele afirmou que Cuba cumpriu com rigor e seriedade com as obrigações que lhe cabe por força da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, no que se refere à proteção da integridade dos agentes diplomáticos e das instalações da missão.

A este respeito, enfatizou que o governo cubano nunca permitiu ou permitirá que o território de Cuba seja utilizado para qualquer ação contra funcionários diplomáticos credenciados ou suas famílias, sem exceção.

Bruno Rodríguez também reiterou sua vontade de cooperar para esclarecer essa situação, embora considerasse essencial a colaboração mais eficiente das autoridades dos Estados Unidos.

Fonte: Prensa Latina

 

Compartilhe: