Cuba ressalta ampla rejeição à política anunciada por Trump

Cuba

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, ressaltou nesta segunda-feira (19), a ampla rejeição que suscitou a política anunciada recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com respeito à nação caribenha.

“Estas medidas impopulares ignoram o apoio majoritário ao levantamento do bloqueio e a normalização de relações entre Cuba e Estados Unidos por parte de membros do Congresso (norte-americano), incluindo muitos filiados ao Partido Republicano, o setor empresarial, organizações diversas da sociedade civil, a imigração cubana, a imprensa, as redes sociais e a opinião pública estadunidense”, assegurou o chanceler cubano em conferência de imprensa em Viena (Áustria).

Rodríquez acrescentou ainda que as normativas ignoram também a opinião esmagadoramente majoritária do povo cubano, que quer ter uma melhor relação com o povo estadunidense. O chanceler cubano indicou que a nova política anunciada por Trump na última sexta-feira durante um discurso em Miami marca um retrocesso nas relações restabelecidas por ambos os países dois anos atrás.

“Assim o reconhecem inumeráveis vozes dentro e fora dos Estados Unidos, que majoritariamente estão expressando sua profunda rejeição às mudanças anunciadas”, acrescentou.

O chefe da diplomacia cubana alertou também que é possível antecipar que essas medidas afetarão as relações de Washington com a América Latina e o Caribe, assim com a política exterior norte-americana.

Ao referir-se às implicações futuras das medidas anunciadas por Trump, assinalou que as mesmas provocarão danos humanitários e privações e será um adicional de violência massava, flagrante e sistemática aos direitos humanos dos cubanos.

As medidas “afetarão as famílias e provocarão danos econômicos não só às empresas estatais mas também às cooperativas e aos trabalhadores por conta própria ou privados. Trarão dano também a emigração cubana”, antecipou.

Rodríguez apontou que “parece infantil a previsão de que com essa política separarão o povo do governo, os cidadãos de nossas gloriosas Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, que são o povo uniformizado”. Ao contrário, acrescentou, isso só reforça “nosso patriotismo, dignidade e decisão de defender por todos os meios nossa independência”.

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Fonte: Prensa Latina, tradução de Wevergton Brito Lima para o Resistência

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