EUA “fingem combater Daesh no Iraque” para facilitar a entrada dos terroristas na República Árabe da Síria

Síria

Exército Árabe Sírio nas imediações de Deir ez-Zor

O Ministério russo da Defesa acusou, nesta terça-feira (10), a coligação internacional liderada pelos EUA de estar a “simular” a guerra contra o Daesh (também chamado de Estado Islâmico), no Iraque, permitindo que os terroristas passem em segurança para a Síria.

O major-general Igor Konashenkov afirmou, em Moscou, que a chamada coligação internacional reduziu de forma drástica o número de operações aéreas no Iraque durante o mês de setembro.

“Está à vista de todos que a coligação liderada pelos Estados Unidos finge combater o Daesh, sobretudo no Iraque, mas, alegadamente, continua a lutar contra o Daesh na Síria de forma ativa, por qualquer motivo”, disse o representante do Ministério russo da Defesa, citado pela PressTV.

Na última semana, a Força Aérea Russa tem centrado a sua campanha contra o Daesh na Síria na cidade de Al-Mayadin, um dos últimos bastiões dos terroristas a sudeste da cidade de Deir ez-Zor. Apesar de ser alvo desta campanha aérea e de estar praticamente cercado pelo Exército Árabe Sírio, às fileiras do Daesh continuam a chegar reforços em Al-Mayadin.

“A chegada constante de terroristas provenientes do Iraque levanta sérias questões sobre os objetivos reais das operações antiterroristas levadas a cabo na região pelos caças dos EUA e da chamada ‘coligação internacional'”, disse Konashenkov. Isto num contexto em que o Ministério russo da Defesa verificou a existência de “tentativas diárias” para transferir novos reforços do Iraque para o teatro de guerra de Al-Mayadin, incluindo “mercenários estrangeiros” em “viaturas blindadas e jipes com armas de grosso calibre”, informa a RT.

Neste sentido, Konashenkov exigiu que «as acções do Pentágono e da coligação» sejam explicadas, e perguntou se as suas prioridades na Síria são «complicar o mais que puderem» a operação do Exército Árabe Sírio, apoiado pela Força Aérea Russa, para libertar o território a leste do rio Eufrates.

De acordo com um relatório emitido na semana passada, o Exército sírio e os seus aliados, apoiados pela aviação russa, libertaram mais de 90% do território que se encontrava em poder do Daesh. Hoje, questionando a ação dos EUA e da coligação que lideram, o Ministério russo da Defesa deixou claro que a derrota do Daesh é inevitável em Deir ez-Zor.

Desde 2014, na Síria e no Iraque

A chamada coligação internacional opera na Síria, sem mandato da ONU e sem autorização do governo de Damasco, desde setembro de 2014, alegadamente para combater os terroristas do Daesh. No Iraque, as suas operações começaram em agosto desse ano.

O governo sírio tem acusado reiteradamente a coligação referida de cometer “crimes de guerra e contra a humanidade”, na medida em que a sua aviação atinge, em múltiplas ocasiões, a população civil e destrói as infra-estruturas do país. Para além disso, o Pentágono tem sido acusado, também pelos russos, de fornecer armamento e apoio logístico aos terroristas que combatem na Síria.

Fonte: AbrilAbril

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