Governo venezuelano espera que a oposição supere obstáculos e concretize o diálogo

Venezuela

Delegação venezuelana para o diálogo com a oposição

O chefe da delegação do governo venezuelano para o diálogo político com a oposição, Jorge Rodríguez, reiterou nesta quinta-feira (28) a disposição do Executivo Nacional de superar todos os obstáculos para voltar a impulsionar as mesas de conversações e consolidar a paz na Venezuela.

A informação foi divulgada pelo canal Venezuelana de Televisão, citando a jornalista da Telesul Mónica Vistali.

“Jorge Rodríguez disse: Cremos estar bastante próximos de ultrapassar esses obstáculos. Esperamos resposta (da) oposição nas próximas horas”, informou Vistali em sua conta no Twitter.

Para isto, detalhou a jornalista, entregou-se à oposição uma séie de opiniões para ultrapassar os obstáculos que dificultam o diálogo com a Mesa da Unidade Democrática (MUD).

“Esses obstáculos seriam: 1) divisão da MUD; 2) pressões desde Miami para que a oposição abandone as conversações e retome a violência no país”, informa Vistali na mencionada rede social.

A delegação do governo – que já regressou à Venezuela – viajou nesta quarta-feira à República Dominicana para participar em uma reunião com a oposição e com o presidente dominicano, Danilo Medina, como parte das ações acordadas em 13 de setembro, quando ambos os lados se encontraram no país para iniciar as conversações.

Contudo, a oposição se negou a participar no encontro acordado na reunião com o presidente Medina e o ex-presidente da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.

Até o momento, ambas as partes concordaram com a criação de uma comissão de países acompanhantes, formada por México, Chile, Bolívia e Nicarágua, com a finalidade de seguir os temas pautados nestes dias de conversações.

No ano de 2016 se realizava uma mesa de diálogo por iniciativa do governo venezuelano, a fim de resolver a situação política e econômica que vive o país. Contudo, e apesar de que se traçou um roteiro de trabalho entre o governo e a oposição, a direita venezuelana abandonou a mesa de negociação.

Apoio internacional

Um total de 57 países assinaram na 36ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) uma declaração conjunta sobre a Venezuela, para apoiar as ações do governo em defesa da paz e da estabilidade da nação, que enfrentou uma espiral de violência política durante quatro meses.

Através do documento, países como Rússia, Cuba, China, Bolívia, Palestina, Síria, África do Sul, entre outros, repudiaram qualquer ação destinada a romper “a paz, a tranquilidade e a estabilidade democrática”, assim como a soberania, “incluindo as recentes ameaças sobre uma possível intervenção externa de caráter militar”, informa a Telesul.

Na declaração conjunta se manifesta o respaldo à soberania do povo venezuelano, sobre o qual recai a responsabilidade de determinar a condução e a solução dos problemas políticos, econômicos e sociais que a nação sul-americana atravessa, sem a intervenção de potências estrangeiras, pois “é competência exclusiva dos venezuelanos determinar seu futuro, respeitando sua vontade manifestada nos termos pautados em sua Constituição nacional”.

O documento, lido pelo representante de Cuba, Pedro Pedroso, ressalta que a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), mecanismo impulsionado pelo governo venezuelano para promover a paz, o diálogo, a institucionalidade e o reconhecimento mútuo, tem como finalidade garantir o funcionamento do Estado democrático.

Os países que subscreveram o documento apoiaram as ações do governo venezuelano em nome da preservação da paz, dos direitos humanos e das liberdades dos cidadãos venezuelanos que foram atingidas com os fatos violentos perpetrados por setores da oposição, condicionados por potências estrangeiras para gerar pelas vias de fato uma mudança de governo.

Igualmente, apoiam a convocação do diálogo político feita pelo presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, que conta com a intermediação do presidente da República Dominicana, Danilo Medina, e do ex-presidente espanhol José Luís Rodríguez Zapatero.

Resistência, com Agência Venezuelana de Notícias

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