Jornada Continental define ações em defesa da democracia e contra o neoliberalismo

Luta social

​Trabalhadores reafirmaram a disposição para lutar contra onda neoliberal e pela construção de um mundo onde haja fraternidade, justiça e igualdade de oportunidades.

Mais de 2800 pessoas de todos os países das Américas se reuniram entre os dias 16 e 18 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai, na II Jornada Continental pela Democracia e Contra o neoliberalismo. A soberania das nações, a integração dos povos e a resistência ao livre comércio e às transnacionais também estiveram na pauta da atividade.

A Jornada começou na quinta-feira (16), com uma grande marcha pelas ruas de Montevidéu, organizada pela central sindical uruguaia (PIT-CNT) e diversas outras entidades sindicais e movimentos sociais, com o objetivo de mobilizar os povos para a defesa da democracia, atualmente ameaçada em vários países da América do Sul.

No primeiro dos 29 pontos da “Declaração de Montevidéu”, aprovada ao final da Jornada, os trabalhadores afirmam que “os movimentos, organizações sociais e diversas expressões do campo popular das Américas, herdeiros protagonistas das lutas contra o imperialismo e os regimes militares na América Latina e no Caribe, nos levantamos contra a agenda neocolonial de livre comércio, privatização, saque e pobreza representada pelo derrotado projeto da ALCA, reafirmamos os princípios de solidariedade e internacionalismo que nos unem, assim como o compromisso de seguir lutando por uma transformação sistêmica contra o capitalismo, o patriarcado, o colonialismo e o racismo”. (leia o documento na íntegra – em espanhol).

Ao final, os trabalhadores convocaram os demais atores sociais do continente que não estavam presentes na Jornada para construírem uma estratégia conjunta de fortalecimento da mobilização popular em toda a região e já definiram sete momentos de luta. A primeira ação proposta é o repúdio à Conferência Ministerial da OMC, que será realizada em Buenos Aires (Argentina), em dezembro de 2017.

As demais datas são em 2018: 8 de março (Dia Internacional da Mulher); Fórum Mundial Alternativo das Águas, que acontecerá em março, em Brasília; 1º de maio (Dia do Trabalhador); denunciar a realização da Conferência das Américas, que será realizada em Lima (Peru), em junho; a Conferência do G20, que será realizada no segundo semestre, na Argentina; e, entre 19 e 25 de novembro, mobilizações reivindicando os pontos da Declaração de Montevidéu, “como expressão da ação de nossos povos em Defesa da Democracia e Contra o Neoliberalismo”.

Fonte: Contraf

 

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