Maduro: Constituinte permitirá fortalecer a paz e desarticular os grupos violentos da oposição

Constituinte na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (13) que a Assembleia Nacional Constituinte, cujos membros serão eleitos em 30 de julho próximo, permitirá construir a paz e desarticular os grupos violentos, estimulados por setores da oposição nos últimos dois meses, que deixaram um saldo de mais de 67 mortos e mais de mil feridos.

“Preparemo-nos. O Plano República já está pronto. Preparemo-nos para que o processo constituinte siga sua marcha. Preparemo-nos para que a instalação da Assembleia Nacional Constituinte. Quando esses 545 constituintes estiverem empossados, a pátria terá em suas mãos o maior poder de que necessita, para promover a paz, para desarticular os violentos, para fazer justiça, e engrandecer o caminho desta Constituição sagrada, a pioneira, a precursora”, expressou o chefe de Estado em declarações transmitidas à Venezuelana de Televisão.

“Continuemos a batalha pela paz. Continuemos a batalha para que a educação, a cultura e o esporte sigam avançando”.

Durante um ato com jovens cadetes, o presidente Maduro reiterou seu rechaço a que porta-vozes de setores extremistas da oposição recrutem menores de idade para que participem de grupos violentos que executam atos de vandalismo.

Igualmente, indicou que neste terça-feira enviou uma carta ao Papa Francisco, para que sirva de intermediário com setores da oposição, para que cessem seus planos sediciosos e a utilização de crianças em seus atos violentos.

Cadetes

Chamado ao diálogo nacional

Diante desses focos violentos, o presidente reiterou seu chamado ao diálogo com todos os setores da oposição, em especial com os que reincidem na promoção da violência.

“Continuo chamando-os ao diálogo para que cessem sua  atitude violenta, para que desarmem seus grupos violentos, para que deixem de assaltar a vida pacífica de nosso povo”, expressou.

O mandatário recordou os esforços que o governo bolivariano empreendeu para defender e manter a estabilidade e a paz no país, através de um mecanismo de diálogo que começou em 2016 com setores da oposição, e a participação dos ex-presidentes Leonel Fernández (República Dominicana), José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha) e Martín Torrijos (Panamá), assim como representantes da Unasul e do Vaticano.

Maduro confirmou que a Constituinte é um espaço para o debate político com a incorporação de todos os setores que dão tudo de si no país para o reordenamento econômico e social da República.

“Devem saber que a Constituinte já deu a largada, chova, troveje ou relampeje, haverá eleições em 30 de julho e em  30 de agosto teremos uma grande e poderosa Assembleia Nacional Constituinte”, enfatizou.

Poder constituinte, legado de Chávez

O presidente venezuelano destacou também o legado do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, que promoveu, ao consagrar na Constituição de 1999 o  marco legal para ativar o poder originário em uma Assembleia Nacional Constituinte.

Chávez liderou “essa façanha histórica de, pela via eleitoral, depois de tantas lutas, sacrifícios, reveses, iniciar pela via pacífica uma Revolução popular, constituinte, profundamente bolivariana, de resgate do ideal nacional, de resgate da dignidade e da honra nacional”, afirmou.

Maduro recordou que durante os governos da Quarta República foi promulgada uma Constituição sem a participação do povo que permitiu impulsionar as políticas neoliberais.

“Não existia poder constituinte, não se reconhecia o poder constituinte originário, não havia mecanismos para convocar o poder constituinte, não tinham sido estabelecidos os alcances de uma Assembleia Nacional Constituinte”.

Nesse sentido, comemorou os esforços do comandante Chávez para levar a cabo o debate popular e assim reconhecer o povo em uma Constituição de caráter social e impulsionar a Revolução Bolivariana.

“Uma Revolução de resgate da independêcia e soberania do país, uma Revolução para mudar tudo através de uma força única: a força constituinte do povo”, finalizou.

Resistência, com Agência Venezuelana de Notícias

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