ONU aprova sanções contra República Popular Democrática da Coreia, que reage: “EUA pagarão devido preço”

Península Coreana

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta segunda-feira (11) por unanimidade uma resolução para impor novas sanções contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), na sequência do seu teste nuclear realizado no dia 3 de setembro.

A resolução, a terceira ação do Conselho de Segurança contra o país asiático nas últimas cinco semanas, reduz o abastecimento de petróleo da RPDC em quase 30%, proíbe todas as suas exportações de têxteis no valor de 800 milhões de dólares e as remessas de trabalhadores da RPDC no exterior.

Com as novas medidas, 90% das exportações da RPDC passam a ser proibidas.
A resolução foi aprovada após uma outra ter sido adotada pelo Conselho de Segurança no dia 5 de agosto, que previu cortes à exportação de carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar da RPDC, entre outras medidas restritivas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse nesta terça-feitra (12) que a China aguarda uma resolução do Conselho de Segurança da ONU “completa e abrangente”.

Geng indicou ainda que a China se opõe veementemente à implantação do sistema de Defesa Aérea Terminal de Alta Altitude (THAAD), considerando que não contribui para a estabilidade na Península Coreana a longo prazo.

A China apresentou também as propostas da “mobilização em duas vias” e a “suspensão dupla” para resolver a questão da Península Coreana, apelando às partes envolvidas para trabalharem juntamente com a China para impulsionar o diálogo e a negociação com vistas à desnuclearização da Península Coreana, acrescentou Geng.

O Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coréia (RPDC) divulgou uma declaração, ressaltando que “as sanções e as pressões dos EUA para eliminar completamente a soberania da RPDC e seu direito à existência estão chegando a uma fase extremamente imprudente”.

Para o governo da RPDC, os EUA estão agindo de maneira “frenética” para “fabricar a mais severa ‘resolução de sanções’, manipulando o Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o teste da bomba de hidrogênio feito pela RPDC”.

A nota ministerial explica que a RPDC desenvolveu e aperfeiçoou uma poderosa arma termonuclear “como um meio para deter os movimentos hostis cada vez maiores e a ameaça nuclear dos EUA e desarmar o perigo de guerra nuclear que se aproxima da Península Coreana e da região”.

O governo norte-coreano denuncia que os Estados Unidos estão tentando “usar as medidas legítimas de defesa da RPDC como uma desculpa para estrangulá-la e sufocá-la completamente”.

Ao reiterar que a RPDC acompanha de perto os movimentos dos EUA com vigilância, a nota afirma: “No caso de os Estados Unidos eventualmente criarem uma ‘resolução’ ilegal com sanções mais severas, a RPDC farão com que os Estados Unidos paguem o devido preço”.

Resistência, com Diário do Povo (China) e Agência Central Coreana de Notícias (RPDC)

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