ONU: Bombas dos EUA e aliados matam centenas de civis na Síria

Síria

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos advertiu nesta quinta-feira (31) que nos últimos meses centenas de civis foram mortos na cidade síria de Raqqa, durante bombardeios realizados pela coalizão liderada pelos EUA.

De acordo com a entidade com sede em Genebra, esses ataques aéreos, feitos supostamente para aniquilar o Estado islâmico (EI), que ocupou a localidade do norte da Síria em 2013, aumentaram drasticamente em agosto, chegando a 1.094 ataques, quase o dobro dos registrados em julho (645).

Embora seja difícil conhecer os detalhes dessas ações, com certeza conseguimos verificar alguns casos ocorridos desde o dia 1º de agosto, em cada um dos quais mais de 20 civis foram mortos, afirmou o órgão da ONU em um comunicado.

De acordo com o escritório, em apenas seis dos bombardeios de Raqqa e arredores morreram 151 pessoas inocentes.

Entre os casos citados estão os bombardeios de 21 de agosto que atingiram as áreas residenciais de Al-Skhani e Al-Badu, matando 53 civis, incluindo 17 mulheres e 10 crianças.

A destruição de um prédio de três andares no próprio Al-Badu deixou 27 pessoas massacradas no dia anterior, sete delas menores de idade.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, declarou que a luta contra o terrorismo não pode ser realizada à custa da vida de pessoas inocentes.

Zeid instou todos os países envolvidos na campanha antiterrorista na Síria, como os Estados Unidos e a Rússia, a garantir a proteção dos civis.

Ele lembrou que cerca de 20 mil homens, mulheres e crianças ainda estão presos em Raqqa, e muitos deles estão tentando escapar da cidade dominada pelo EI, um grupo terrorista que usa escudos humanos e assassina aqueles que tentam fugir.

Resistência com Prensa Latina

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