Rússia denuncia na ONU sequelas do intervencionismo global dos Estados Unidos

Relação Rússia-EUA

O representante russo na ONU, Vitaly Churkin

A Rússia denunciou nesta terça-feira (10) no Conselho de Segurança da ONU a instabilidade e a violência geradas a nível mundial pela política intervencionista que caracteriza os Estados Unidos.

O representante na ONU, Vitaly Churkin, detalhou em um debate aberto sobre a prevenção de conflitos o impacto derivado da violação da soberania por Washington em diversas partes do planeta.

“A invasão ao Iraque, em 2003, não só desestabilizou o Oriente Médio, mas também deu origem ao grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico”, advertiu no Foro do Conselho.

De acordo com Churkin, o mais recente “aventureirismo dos Estados Unidos” na Líbia e na Síria também provocou nefastas consequências, entre elas a crise de migrantes e refugiados na Europa.

“A administração do presidente Barack Obama busca de maneira desesperada a quem culpar por seus fracassos, portanto é lamentável que use o Conselho nessa tentativa”, disse em alusão às acusações da Casa Branca à Rússia por conflitos como os da Síria e da Ucrânia.

No debate acerca da prevenção de conflitos e manutenção da paz, o diplomata convidou a não ignorar o impacto do intervencionismo estrangeiro no desencadeamento das crises violentas.

“Às vezes explodem quando não há violações dos direitos humanos, mas sim ingerência nos Estados, sem que se mencione isto como causa”, precisou.

Churkin reiterou que a prevenção de conflitos cabe aos Estados, e a ajuda internacional só deve ser manifestada quando for necessária.

Resistência, com Prensa Latina; tradução de Luci Nascimento

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