Rússia veta resolução da ONU sobre a Síria e pede que países ocidentais “abandonem a arrogância”

Geopolítica

Foto: UN Photo / Rick Bajornas / Fotos Públicas

O governo russo vetou, nesta quarta-feira (12),  uma proposta de resolução discutida no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito do ataque com armas químicas ocorrido na semana passada na Síria.

O documento rejeitado pelo Kremlin foi apresentado por Estados Unidos, Reino Unido e França, que desde o primeiro momento apontaram o governo sírio como responsável pelo ocorrido.

A versão da resolução apresentada pelos três governos ocidentais foi considerada “inaceitável” pelo governo da Rússia. Para o Kremlin, houve uma pressa dos países em acusar Assad pelo suposto uso de armas químicas contra civis e agora é necessária uma investigação completa sobre o emprego de agentes tóxicos na província síria de Idlib.

O Representante russo no conselho, Vladímir Safronkov exigiu “uma investigação exaustiva” do caso e disse ter ouvido com “assombro” algumas das conclusões apontadas por outros integrantes do Conselho de Segurança. “Escutei com assombro que os especialistas franceses já chegaram à conclusão de que quem fez (o ataque) foi Damasco (…). Como sabem se ninguém visitou o local do crime?”, perguntou Safronkov, que pediu aos três países autores da resolução que “abandonem a arrogância” e pensem no futuro da Síria “que deve ser determinado por seu próprio povo”. Segundo Safronkov, “Estados Unidos, França e Grã-Bretanha estão atropelando o trabalho do Conselho de Segurança e inclusive se negam a condenar o ataque à embaixada russa em Damasco”.

O representante permanente da Síria na ONU, Bashar al-Jaafari, disse que a administração estadunidense sentiu que os grupos terroristas haviam começado a retirar-se, e por isso cometeram a agressão contra a base aérea de al-Shayrat.

Acrescentou que o apoio militar aos grupos terroristas não se limita aos países da coalizão encabeçada pelos Estados Unidos, mas se estende também a Israel.

Al-Jaafari afirmou ainda que Damasco enviou 90 cartas ao Conselho de Segurança sobre a posse de armas químicas por parte de grupos terroristas, inclusive algumas das cartas tinham informações sobre operações de contrabando de gás sarin vindo da Turquia.

Já o representante da China, Yu Jie Yi, afirmou, na reunião do Conselho de Segurança, que uma solução política é a única via para resolver a crise na Síria.

“Esperamos que as conversações em Astana mantenham a cessação das hostilidades em apoio às conversações de Genebra … e a luta contra o terrorismo é uma questão importante e contribuirá para resolver a crise”, disse o embaixador chinês.

Com informações de Sputinik e Sana

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