Senador colombiano: “É tempo de apoiar o acordo de paz”

Colômbia

O senador colombiano Alberto Castilla afirmou nesta terça-feira (7) que é tempo de apoiar o acordo com as Farc-EP e sua implementação, de compreender o momento político, destacar o que há de positivo sobre o processo pacificador e acompanhá-lo.

Por Adalys Pilar Mireles, na Prensa Latina

Não é hora de colocar obstáculos à construção da paz, devemos insistir no que é favorável, no apoio e na aplicação do acordo assinado, destacou o congressista pelo Polo Democrático Alternativo (PDA), maior aliança nacional de esquerda, em declarações à Prensa Latina.

Castilla lembrou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP), chegaram às 19 zonas e pontos de transição e normalização em meio a dificuldades e decidiram contribuir com as tarefas de adaptação da infraestrutura para, em seguida, continuar com o procedimento de deposição de armas.

“É importante fazer o chamamento a entender o momento que a Colômbia vive, que consiste no desarmamento de um grupo insurgente e em gerar todas as condições para que a sociedade possa participar da construção de paz”, afirmou o parlamentar.

Em 24 de novembro último, o presidente Juan Manuel Santos e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc-EP), Timoleón Jiménez , assinaram o tratado definitivo com o qual se comprometeram a terminar os confrontos e as hostilidades.

Este documento contempla medidas como o cessar-fogo bilateral e a deposição de armas em poder desse grupo guerrilheiro, o maior da nação, nas mencionadas zonas e pontos (pontos de transição são áreas menores que as zonas).

“Expresso minha preocupação frente à execução do acordo de Havana, pois está sendo feito com o descumprimento do governo quanto à qualificação dos locais previstos para as Farc-EP com condições dignas”, declarou.

Os dias estão passando – advertiu – e as normas (chamadas leis da paz) são discutidas com lentidão no Congresso, não existe um número previsto de projetos que eram esperados para tramitar, aparecem pronunciamentos da ONU, de comunidades e das Farc-EP sobre as demoras da adaptação dos acampamentos, chamamos a tomar decisões e agilizar os passos porque uma boa implementação permitirá ganhar a confiança em outros processos.

Em 7 de fevereiro começaram em Quito, Equador, as negociações entre o também grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) e o governo com o propósito de conseguir um pacto similar ao alcançado com as Farc-EP.

Ao se referir a esta outra negociação, Castilla exortou a pôr em prática as disposições encaminhadas a reduzir o confronto até declarar um cessar-fogo bilateral e avançar em torno de discussões em busca de um cenário de pacificação completo para a Colômbia.

Por fim, o senador alertou sobre a proximidade das campanhas para as eleições para o Legislativo de 2018, as quais – considerou – poderiam atrasar ou interromper a implementação do acordo assinado com as Farc-EP.

“Os setores políticos que estão de acordo com o governo começam também as campanhas para o Parlamento, isso significa um realinhamento de forças, não sabemos até que ponto a atual administração terá apoio para tomar decisões em seguida”, afirmou.

Adalys Pilar Mireles, na Prensa Latina, tradução de Luci Nascimento para Resistência

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