Sindicalistas realizam ato político em solidariedade a Cuba

Internacionalismo

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) organizou nesta quarta-feira (26), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema), em São Paulo, um  ato político em solidariedade a Cuba. A atividade faz parte da Campanha Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM) em defesa de Cuba, pelo transcurso da data histórica do 26 de Julho.  A data marca os 64 anos da tentativa de tomada dos quartéis Moncada (Santiago) e Carlos Manuel de Céspedes (Bayamo) por jovens liderados por Fidel Castro, dando início à Revolução Cubana.

Em todo o mundo, as entidades sindicais filiadas e amigas da FSM realizaram ações para denunciar o bloqueio político e econômico dos Estados Unidos e seus aliados contra a ilha caribenha e exigir a devolução do território de Guantánamo ao povo cubano.

Representantes de diversas categorias, lideranças políticas e sociais da juventude, pacifistas, mulheres, negros entre outros prestigiaram a iniciativa na capital paulista que contou com a presença do cônsul cubano Antonio Mata Salas.

Na abertura do encontro, o documentarista argentino radicado no Brasil, Carlos Pronzato, leu uma poesia em homenagem a Guantánamo. Logo após a leitura foi composta a mesa, coordenada pela dirigente da CTB, Luiza Bezerra, e integrada pelo presidente da CTB-São Paulo e do Sintaema, Renê Vicente, o secretário-geral da União Internacional dos Sindicato (UIS) Metal, Francisco Sousa, a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes e o cônsul cubano.

O cônsul cubano Antonio Mata e o sindicalista Renê Vicente

O cônsul Antonio Mata e o sindicalista Renê

O diplomata fez um histórico da resistência cubana durante mais de meio século de bloqueio e denunciou as recentes declarações feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump contra Cuba.

A presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, destacou a necessidade de prosseguir as campanhas de solidariedade a Cuba, contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos e pela devolução do território de Guantánamo ocupado ilegalmente por uma base-militar norte-americana. A líder do movimento pela paz referiu-se à generosidade do povo cubano, sempre solidário com os povos do mundo.

Em nome da CTB, o vice-presidente Nivaldo Santana ressaltou: “Nosso compromisso é lutar pelo internacionalismo proletário. Este ato representa nossa constante solidariedade a Cuba”, frisou.

Também estiveram presentes no ato o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), com seu secretário-geral, Wevergton Brito, a União da Juventude Socialista, representada pela secretária de Relações Internaconais, Luiza Lafetá, e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), cujo secretário de Relações Internacionais, José Reinaldo Carvalho, fez uso da palavra.

O dirigente comunista relembrou o caráter da ação do 26 de Julho de 1953 como “marco inaugural da Revolução Cubana”. Disse que a história absolveu Fidel Castro e seus companheiros, com a vitória de Revolução, seu caráter socialista, os êxitos que esta alcançou, a resistência heroica contra o bloqueio, o internacionalismo e a etapa atual de aperfeiçoamento do socialismo. Reinaldo enalteceu o líder histórico da Revolução, Fidel Castro, “o maior de todos os latino-americanos”.

No final da atividade, Renê Vicente presenteou o cônsul com o cartaz oficial da Campanha Internacional de Solidariedade a Cuba da FSM. Na oportunidade, também foi exibido um vídeo sobre a Revolução Cubana e sua resistência anti-imperialista até os dias de hoje.

Com informações do Portal da CTB e da Secretaria de Política e RI do PCdoB

Compartilhe: