Socorro Gomes condena declarações do secretário de Estado dos EUA sobre golpe militar na Venezuela

Anti-imperialismo

Na Argentina, neste domingo (4), Tillerson e seu homólogo argentino Jorge Faurie dizem que devem “aumentar a pressão” política e econômica contra a Venezuela

Reagindo às declarações emitidas na quinta-feira (1º/2) pelo secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson, que sugeriu que o Exército venezuelano poderia derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro, a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP) Socorro Gomes fez uma contundente denúncia da contínua ingerência imperialista na nação vizinha, neste domingo (4). Tillerson realiza sua primeira visita oficial à América Latina e Caribe, passando por diversos países sob governos de direita até quarta-feira (7).

Às vésperas do início da visita à região, o chanceler estadunidense disse que, como no passado, os militares poderiam remover do governo um presidente supostamente impopular. Entretanto, Maduro é amplamente apoiado pelas camadas populares que o elegeram. O governo venezuelano reagiu às declarações de Tillerson na sexta-feira (2), apelando que as nações fiquem em alerta internacional contra a escalda agressiva dos EUA.

Já a presidenta do CMP rechaçou veementemente qualquer sugestão de intervenção ou golpe militar, denunciando o ataque à soberania venezuelana e a referência de Tillerson a um passado cruel e ainda vívido na memória dos latino-americanos de ditaduras instaladas sob a égide dos EUA. Leia a íntegra da nota de Socorro Gomes, emitida neste domingo (4):

Repudiamos a ingerência dos EUA pela desestabilização da Venezuela!

Com renovado alarme e repúdio, voltamos a denunciar o imperialismo estadunidense em sua ingerência nos assuntos da República Bolivariana da Venezuela, reafirmada pelo secretário de Estado Rex Tillerson, que sugeriu que o governo do presidente Nicolás Maduro poderia ser derrubado pelo exército venezuelano.

Iniciando uma visita à América Latina e Caribe, Tillerson até mesmo se referiu a golpes militares do passado, que derrubaram governos populares ou progressistas, sob orientação e apoio dos EUA, e que impuseram aos povos sofrimento inaudito! As ditaduras alimentadas e coordenadas pelo seu país decretaram como política o terror dos facínoras que instituíram os porões de torturas, os sequestros e assassinatos, por décadas. Por isso, a memória e a indignação certamente farão com que os latino-americanos não aceitem tal ignomínia!

O Conselho Mundial da Paz tem reiteradamente afirmado sua solidariedade ao povo venezuelano na defesa da Revolução Bolivariana, da estabilidade e da paz no país, assente primordialmente no respeito à soberania da Venezuela e no diálogo político interno, sem ingerência estrangeira. É amplamente sabido, entretanto, que a oposição crescentemente fascista no país conta com amplo apoio e estímulo do imperialismo estadunidense, como bem prova a atitude criminosa do seu secretário de Estado e a de outras forças reacionárias da América Latina.

Portanto, expressamos total repúdio a qualquer tentativa dos EUA de promover a desestabilização da Venezuela e da região, vilipendiando a democracia e a soberania das nações! Repudiamos a persistente guerra midiática e os discursos inflamados contra o governo do presidente Maduro, legitimamente eleito e empenhado em uma solução para a crise.

Rechaçamos veementemente qualquer sugestão de intervenção ou golpe militar aventada pelas forças reacionárias e pelo imperialismo estadunidense. Acreditamos que a incitação será certamente frustrada pelo apoio consciente e já afirmado pelos oficiais venezuelanos à defesa da paz e da soberania do seu país, rejeitando o papel de algozes da democracia que os EUA gostariam de os ver desempenhando.

Tirem as mãos da Venezuela, já!
Abaixo a ingerência imperialista!

Socorro Gomes
Presidenta do Conselho Mundial da Paz

Fonte: Cebrapaz

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