Venezuela apresenta na ONU frente mundial pela paz da Palestina

Luta pela paz

A Venezuela apresentou uma frente mundial pela paz, com ênfase na Palestina, aos representantes permanentes do Movimento de Países Não-Alinhados (MNA), credenciados na Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Suíça.

A frente é uma proposta da Venezuela para fortalecer o respeito ao direito à vida e à independência do povo palestino, que há mais de meio século enfrenta as políticas segregacionistas do Estado de Israel, que forçou o exílio de pelo menos 2 milhões de palestinos.

“O motivo desta reunião é apresentar a proposta realizada pelo presidente Nicolás Maduro, para criar uma Frente Mundial pela Paz, que atue contra a intolerância e o ódio, que tenha o diálogo inter-religioso e entre civilizações, principalmente a favor da causa palestina”, disse a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, mencionada em um comunicado da chancelaria venezuelana.

No encontro, a chanceler Delcy Rodríguez esteve acompanhada do ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riad Al Malki, a quem a ministra ratificou o seu apoio e a solidariedade da pátria bolivariana à causa do povo palestino. “Desde a presidência pro-tempore do MNA, a Palestina pode contar com nossa firmeza para desenvolver todos os mecanismos ao nosso alcance”, disse Rodríguez a Al Malki.

Rodríguez explicou que a proposta da frente inclui um roteiro para promover o diálogo inter-religioso, com ações das chancelarias e dos governos dos 120 países que compõem o MNA.

A chanceler venezuelana solicitou aos embaixadores que transmitam a suas capitais a proposta de frente de paz pela Palestina. “Esta ação também implica a defesa dos princípios que inspiraram a criação do MNA”, disse a chanceler.

Informou que seu colega palestino, Riad Malki, propôs realizar uma Reunião Ministerial do Comitê da Palestina. A Venezuela, na presidência pro-tempore do MNA, está realizando o planejamento necessário, informou a chancelaria em um comunicado à imprensa.

O MNA é composto por 120 países, que representam 55% da população mundial, e é o segundo maior organismo do mundo, depois da ONU.

“No exercício da sua diplomacia de paz, a Venezuela reitera a sua vocação pacifista para um mundo mais seguro”, afirmou na ONU, nesta quarta-feira (1º/3), o vice-ministro do Poder Popular para Temas Multilaterais, Rubén Darío Molina.

Ao representar Caracas no segmento de alto nível da Conferência Anual do Desarmamento 2017, o diplomata reiterou o compromisso de seu país com o desarmamento nuclear geral, completo e indiscriminado, como uma das garantias para a paz e segurança internacionais.

“Meu país presta atenção especial aos trabalhos que são realizados na Conferência do Desarmamento, como único foro multilateral insubstituível com um mandato de negociação para tal fim”, afirmou.

No âmbito regional, reafirmou o compromisso de consolidar a América Latina e Caribe como Zona de Paz.

Essa área se destaca por ter uma vocação pacifista”, afirmou em alusão à declaração emitida durante a 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos realizada em Havana, no ano de 2014.

Por outro lado, o vice-ministro chamou a atenção para a necessidade de reforçar no planeta os valores humanos e sociais acima das ambições de guerra.

Ressaltou que enquanto a ONU registra mais de 836 milhões de pessoas que vivem em extrema pobreza, “uma potência nuclear anunciou que gastará mais de 348 milhões de dólares em seus sistemas nucleares em um período de nove anos.

De acordo com o diplomata, a Venezuela considera imperativo promover o diálogo e a negociação diplomática para prevenir e superar as desigualdades, a pobreza, a exclusão, a intolerância, o racismo e a xenofobia.

Resistência, com Prensa Latina e AVN, tradução de Luci Nascimento

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