Diplomacia

China volta a pedir na ONU adesão ao multilateralismo

12/10/2018

O chefe do Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da China, Fu Cong, pediu nesta quinta-feira (11), durante uma sessão plenária do Primeiro Comitê da Assembleia Geral da ONU que os países persistam no multilateralismo e sigam as regras e normas internacionais para a segurança universal.

O enviado chinês disse que o multilateralismo continua sendo uma abordagem eficaz para lidar com os desafios comuns e resolver as disputas internacionais.

O mundo necessita do multilateralismo mais do que nunca, avaliou Fu. “Devemos persistir com firmeza na ordem internacional apoiada nos propósitos e princípios da Carta da ONU, buscar uma segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável, reduzir as diferenças, solucionar as disputas mediante consulta e diálogo e atender às legítimas preocupações de segurança de todos os países, para assim obter a segurança comum e universal”, destacou.

A não proliferação nuclear é um objetivo comum da comunidade internacional, disse ele ao comitê responsável pelos assuntos de desarmamento e segurança internacional.

Foram feitos avanços positivos na questão nuclear da Península Coreana. As partes retornarão à via adequada para uma solução mediante o diálogo e consultas, segundo o enviado chinês.

A história provou que o diálogo e a negociação são os caminhos fundamentais para impulsionar a desnuclearização na Península Coreana e manter a paz e a estabilidade na região.

A China considera que, com os esforços conjuntos de todas as partes relevantes, a península obterá a paz e estará livre de armas nucleares e ameaças militares, salientou Fu.

Ele também pediu para que o acordo nuclear iraniano prossiga. O Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA, em inglês) é um grande êxito da comunidade internacional, disse, referindo-se a esse acordo. Implementar o projeto com boa fé é importante para persistir no regime internacional de não proliferação nuclear e no multilateralismo, disse.

“Todas as partes devem persistir com firmeza no JCPOA. Não devemos ficar parados nem reverter o curso. Senão, o grande êxito da diplomacia multilateral será feito em pedaços”.

Sobre a crise síria, Fu disse que a solução política continua sendo a única forma correta e viável para resolver o assunto.

Quanto às reportagens sobre uso de armas químicas na Síria, Fu disse que “a posição da China é que deve haver investigações plenas, objetivas e imparciais de todos os incidentes de presumido uso de armas químicas para garantir que possam atingir conclusões com base em evidências sólidas e passar pela prova do tempo”.

As recriminações e julgamento antecipado só complicarão ainda mais as coisas, acrescentou.

A comunidade internacional deve manter sua solidariedade, estabelecer o diálogo e as consultas, evitar a confrontação e trabalhar em conjunto para encontrar soluções, disse.

O enviado chinês pediu que os países sigam as regras e normas internacionais. “Devemos persistir na autoridade e inviolabilidade das regras e normas internacionais existentes e rechaçar o duplo padrão, a aplicação seletiva das normas e a colocação das leis nacionais acima das leis internacionais”, acrescentou.

Certos países impõem sanções unilaterais e jurisdição com base em suas leis nacionais. Isto só pode minar a confiança entre os países e violar seriamente os princípios básicos do direito internacional, assinalou.

Fu também pediu avanço da governança global. Os assuntos de segurança internacional continuam evoluindo e o sistema de governança global atual não é compatível em muitas frentes, disse o enviado chinês.

“Devemos tomar em conta a nova situação de segurança, aproveitar plenamente a criatividade e ampliar a comunicação e as consultas para assim fazer com que a governança de segurança global seja mais justa, mais equitativa e mais efetiva”, indicou.

A China é uma defensora do multilateralismo que se mantém fiel aos caminhos do multilateralismo, disse Fu. O país apoia a agenda de desarmamento impulsionada pelo secretário geral da ONU e está disposta a trabalhar com outras partes para injetar novo ímpeto ao processo multilateral de desarmamento e controle de armas.

Em qualquer circunstância, a China sempre estará comprometida com a paz e o desenvolvimento, e trabalhará com todos os países para salvaguardar o multilateralismo e ampliar a cooperação internacional, por um mundo de paz duradoura e segurança universal, e por maiores avanços na nobre causa da paz mundial, finalizou.

Resistência, com Diário do Povo

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