América Latina

Evo Morales afirma que votar SIM é apostar no futuro da Bolívia

19/02/2016

O presidente Evo Morales afirma que votar SIM na consulta popular do domingo, equivale a apostar no desenvolvimento e na industrialização da Bolívia na próxima década.

Morales defendeu na última terça-feira (16), no Departamento de Beni, centro-norte do pais, durante o ato de encerramento da campanha pelo referendo constitucional, para um público predominantemente jovem, as conquistas políticas, econômicas e sociais alcançadas pelo seu governo desde 2006.

Nós, que apostamos no «SIM», desejamos seguir avançando. Os que estão com o «NÃO» querem voltar ao passado, ao neoliberalismo, assegurou.

Segundo o mandatário, a oposição de direita carece de um projeto para o país. O que, em sua opinião, não representa um debate ideológico e programático.

São apenas mentiras. Não têm argumentos, insistiu.

Neste sentido, exortou a audiência a «refrescar a memória», e recordou as consequências para a nação andina das políticas neoliberais e dos programas de privatização de empresas e recursos naturais, implementados pelos governos de direita até 2005.

Naquele ano, o apoio popular majoritário outorgou o triunfo nas urnas ao Movimento ao Socialismo (MAS), liderado por Morales.

Depois de listar as cifras macroeconômicas que mostram por que o país foi um dos que obtiveram os mais altos índices de crescimento do PIB na região, em 2015, o governante sublinhou «o quanto a imagem da Bolívia mudou».

Agora temos Pátria, dignidade e soberania. Antes estávamos subjugados, declarou.

Além disso, o chefe de Estado ressaltou que, durante a última década, «vencemos campanhas de difamação, o referendo revogatório (2008) e várias tentativas de guerra econômica».

Prognosticou o triunfo do SIM no dia 21 de fevereiro, quando cerca de 6,5 milhões de bolivianos devem dirigir-se às urnas para decidir sobre a mudança de um artigo constitucional que o habilitaria, juntamente com o vice-presidente Álvaro García Linera, a candidatar-se pelo MAS para tentar a reeleição nas eleições gerais de 2019 e estender o seu mandato até 2025.

Morales assinalou que a proposta de mudança da Carta Magna surgiu dos movimentos sociais e da Central Operária Boliviana, e não de afã algum para se perpetuar no poder, como assegura a oposição.

Álvaro e eu decidimos aceitar não uma eleição indefinida, mas uma reeleição para outro mandato que nos permita cumprir a Agenda Patriótica e executar os grandes investimentos previstos para a Bolívia, argumentou.

De acordo com o primeiro presidente indígena, «estamos em outro momento (..) Se alguém quiser entrar na política, tem de ter a consciência de que poderá deixar o cargo empobrecido. Não chegamos ao Palácio (governo) para viver bem, mas para permitir que o povo boliviano tenha uma vida melhor

Fonte: Prensa Latina, tradução: Maria Helena D’Eugênio

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