Ameaça de Trump sobre Jerusalém tem ampla repercussão negativa

Oriente Médio

Os jornais árabes e palestinos desta quarta-feira (6) estão repletos de manchetes retratando as advertências contra a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transfeir para esta cidade a embaixada dos Estados Unidos em Israel.

O jornal Al-Ayyam destaca que o anúncio de Trump desafia o mundo.

Este e o jornal Al-Quds disseram que o presidente palestino Mahmoud Abbas advertiu que a ação dos EUA acarretaria “graves conseqüências” para a estabilidade regional.

O jornal Al-Hayat al-Jadida reiterou que nenhum Estado palestino seria estabelecido sem Jerusalém Oriental como sua capital.

Destacando a reação israelense ao movimento dos EUA, Al-Quds e Al-Ayyam disseram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou que seus ministros mantenham silêncio sobre o assunto e que os militares israelenses estejam alertas para qualquer surto de violência.

Os jornais acrescentaram que as forças políticas palestinas anunciaram três “dias de fúria” a partir desta quarta-feira (6) nos territórios palestinos ocupados.

Al-Quds disse que o gabinete palestino pediu ao governo dos EUA que não reconheça Jerusalém como a capital de Israel nem mude sua embaixada.

Al-Quds e Al-Hayat al-Jadida informaram que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan ameaçou romper as relações diplomáticas com Israel, caso a ameaça de Trump se concretize. Informaram também que até mesmo o rei saudita Salman bin Abdul Aziz Al Saud afirmou que qualquer movimento dos EUA em Jerusalém vai provocar os sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo.

De acordo com Al-Ayyam e Al-Hayat al-Jadida, a Jordânia pretende convocar reuniões urgentes da Liga Árabe e da Organização da Cooperação Islâmica.

A representante da União Europeia para política externa, Federica Mogherini, afirmou que “qualquer ação que prejudique” os esforços de paz para criar dois Estados separados “deve ser absolutamente evitada”.

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, alertou que a mudança da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém representaria uma ameaça para a paz e a estabilidade mundiais.

Resistência, com Agência Wafa

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