China opõe-se à guerra na Península Coreana, diz porta-voz da chancelaria chinesa

Geopolítica

A China disse nesta quinta-feira opor-se à guerra ou caos na Península Coreana e que incentiva esforços positivos para resolver pacificamente a questão nuclear da península através de diálogos e consultas.

“A comunidade internacional nunca permitirá guerra na península, que levaria o povo à miséria e sofrimento”, informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, em uma entrevista coletiva diária.

Lu fez as declarações em resposta a um comunicado de cinco pontos emitido na quarta-feira pelo presidente da República da Coreia (ROK), Moon Jae-in, e quatro partes da oposição.

O comunicado pediu que a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) pare imediatamente a provocação e avance a paz e a desnuclearização.

Também reconfirmou o princípio básico de resolver pacificamente a questão nuclear, enquanto concordou em fazer esforços bipartidários para aliviar as tensões.

Lu indicou que a China apoiou o diálogo entre os Estados Unidos e a RPDC, assim como os diálogos entre a RDC e a RPDC.

“A questão nuclear da Península Coreana é relacionada à paz e estabilidade regional, assim como os interesses vitais de todas as partes pertinentes”, apontou. “Quebrar o impasse exige que todas as partes mostrem sua sinceridade.”

O porta-voz assinalou que tanto as sanções como as conversas são requisitos das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e que defender uma à custa da outra não está de acordo com o espírito das resoluções da ONU.

Em 4 de julho, a China e a Rússia divulgaram um comunicado conjunto sobre a questão da Península Coreana.

Os dois países elaboraram um roteiro com base na concepção passo a passo da Rússia e na abordagem de duas vias e iniciativa “suspensão em troca de suspensão” proposta pela China.

Lu disse que a iniciativa conjunta considerou as preocupações de todas as partes pertinentes e merece a consideração.

Ele espera que todas as partes façam esforços positivos e construtivos para promover a desnuclearização e garantir a paz e a estabilidade na península.

Fonte: Diário da China Online

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