Cooperação e paz mundial: A política exterior chinesa em 2018

China

A China trabalhará em 2018 com outros países para consolidar a paz e instaurar novos modelos de cooperação e governança mundial que gerem progresso socioeconômico a todas as partes, afirmou nesta segunda-feira (25) o chanceler Wang Yi.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, no próximo ano o país será anfitrião das reuniões do Fórum de Boao para a Ásia, da Organização de Cooperação de Xangai, da cúpula do Fórum de Cooperação China-África e da Exposição Internacional de Importação.

Wang comentou que a China se esforçará para garantir a celebração exitosa desses eventos, aos quais considerou como uma via para abrir um novo capítulo nos vínculos de benefício mútuo com outros estados.

O governo de Pequim – indicou – aproveitará essas e todas as plataformas possíveis para assumir maior responsabilidade internacional na busca de soluções pacíficas a problemas como a crise na Península Coreana e o conflito no Afeganistão.

Tentará estabelecer um marco estável e balanceado para fomentar os laços estratégicos com os Estados Unidos, Rússia e a União Europeia, enquanto aprofundará a amizade e aperfeiçoará as alianças com os países em via de desenvolvimento da América Latina, África e Médio Oriente.

O chanceler assegurou que o gigante asiático acelerará a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, promoverá a colaboração conjunta na luta contra a mudança climática e o terrorismo e participará no desenho de regulações para o uso de internet e a exploração espacial.

Os planos de 2018 incluem a colocação em marcha dos acordos atingidos durante o Fórum “Um Cinturão e uma Rota* para a Cooperação Internacional” realizado em maio, bem como a criação de mecanismos para dar-lhes consequência e aumentar o ganho compartilhado.

“Vamos nos centrar também em construir infraestrutura e elevar a capacidade de produção mediante a colaboração, em seguir adiante com o desenvolvimento de novos corredores econômicos e expandir de forma integral o projeto “Um Cinturão e uma Rota”, disse ao canal CGTN.

A China – acrescentou Wang – avançará sua postura de estabelecer uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, defenderá o multilateralismo e sua firme oposição ao protecionismo.

Fonte: Prensa Latina

* Um cinturão e uma rota (带一路) é uma abreviação para Cinturão Econômico da Rota da Seda e Rota da Seda Marítima do Século XXI (丝绸之路经济带和21纪海上 丝绸之路). Este conceito é uma proposição teórica para o desenvolvimento de uma estratégia de desenvolvimento que impulsione a conectividade e cooperação da China com a Eurásia, composta por duas frentes, uma terrestre – Cinturão Econômico da Rota Seda – e outra marítima – Rota da Seda Marítima do Século XXI. (Nota da Redação do Resistência extraída do texto de Gaio Doria – Considerações sobre a iniciativa chinesa um cinturão e uma rota).

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