Cuba: “Povo venezuelano derrotou, por meio do voto, a estratégia do imperialismo e das oligarquias”

Solidariedade

Nesta terça-feira (1º/8), completa-se a eleição para a ANC venezuelana, com o sufrágio dos constituintes indígenas / Foto: AVN

O Ministério das Relações Exteriores da República de Cuba divulgou, nesta segunda-feira (31), uma nota onde comenta as eleições venezuelanas para a Assembleia Nacional Constituinte. Leia, abaixo, a íntegra.

Declaração do Ministério de Relações Exteriores

Neste domingo, 30 de julho de 2017, durante as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, na República Bolivariana da Venezuela, o povo venezuelano demonstrou ao mundo que está dono absoluto de seus direitos soberanos e luta decisivamente ao lado da paz, da defesa da segurança cidadã, da independência e autodeterminação de sua Pátria, como tem feito ao longo da história da América Latina e do Caribe, desde Bolívar.

A Venezuela ocorreu às urnas como nunca antes ocorreu em um processo constitucional. O povo venezuelano, que desafiou os bloqueios de rua, as ações violentas, a sabotagem econômica e as ameaças internacionais, derrotou, por meio do voto, a estratégia do imperialismo e das oligarquias e uma oposição que não hesitou em liberar as expressões mais brutais de crueldade. É uma ofensa o cinismo daqueles que procuram culpar o governo e os defensores da justiça pelos crimes cometidos.

Cuba denuncia a implementação de uma operação internacional bem coordenada, dirigida a partir de Washington, com o apoio do Secretário-Geral da OEA, que visa a silenciar a voz do povo venezuelano, ignorar a sua vontade, impor sua rendição por meio de ataques e sanções econômicas.

O governo dos EUA, por sua parte, impôs diretamente sobre o governo do Presidente Nicolás Maduro, sanções insólitas, arbitrárias e que violam o direito internacional.

Conhecemos bem todas essas práticas intervencionistas. Os EUA acreditam que através de ações como essas podem forçar a submissão do povo venezuelano a uma oposição títere, por eles financiadas, e que agora promete deixar a Venezuela em chamas.

Uma vez mais, reiteramos a declaração do Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, General do Exército Raúl Castro Ruz, expressa em 14 de julho na Assembleia Nacional:

“A agressão e a violência golpista contra a Venezuela prejudicam toda a ‘Nossa América’ e beneficiam apenas os interesses daqueles que se empenham pela nossa divisão, para exercer seu domínio sobre os nossos povos, sem dar importância aos conflitos que provocam, com consequências incalculáveis na região, como presenciamos em diferentes partes do mundo”.

“Advertimos hoje, que aqueles que tentam derrubar, por vias inconstitucionais, violentas e golpistas, a Revolução Bolivariana e Chavista, assumirão uma séria responsabilidade histórica.”

Nada pode deter um povo dono de seu próprio destino. Só os venezuelanos podem decidir como superar os seus problemas e traçar o seu futuro. Basta de ingerência, conspirações e traições ao espírito bolivariano.

Reiteramos a nossa solidariedade inabalável com o povo e o governo bolivariano e chavista, e com a unidade cívico-militar liderada pelo presidente Constitucional Nicolás Maduro Moros.

Como disse Fidel, na Universidade Central de Caracas, durante sua visita em janeiro de 1959: “a posição do Governo Revolucionário de Cuba terá uma postura sem qualquer tipo de hesitação, porque chegou a hora dos povos saberem como se defender e lutar pelos seus direitos”.

Havana, 31 de julho de 2017.

Fonte: Granma, tradução: Maria Helena De Eugênio para o Resistência

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