Rússia considera míope e ilegítima a política de sanções dos EUA

Geopolítica

O porta-voz presidencial russo, Dimitri Peskov, qualificou nesta quinta-feira (3) de “’míope, ilegítima e sem perspectivas”, a política de sanções dos Estados Unidos contra seu país e reiterou a linha oficial de defesa dos interesses nacionais.

Falando a repórteres, o porta-voz do Kremlin denunciou a ilegalidade das medidas adotadas por Washington e suas consequências negativas para esta e outras nações.

No entanto, disse que a Rússia continuará a trabalhar para garantir a segurança energética da Europa, apesar dos danos causados ao setor pelo novo pacote de sanções.

Por sua parte, o primeiro-ministro Dmitri Medvedev declarou que a imposição destas sanções constitui uma declaração de guerra comercial e atenta contra o desenvolvimento das relações bilaterais.

Através de sua conta na rede social Facebook, Medvedev assinalou que o ocorrido demonstra a fraqueza da administração do presidente Donald Trump, que entregou seus poderes executivos ao Congresso.

O regime de sanções permanecerá ao longo de décadas, a menos que ocorra um milagre. A legislação ora aprovada não poderá ser revogada sem o consentimento do Congresso. Portanto, as relações entre os dois países será extremamente tensa, ressaltou.

No dia anterior, Trump assinou um projeto de lei que, apesar de ser considerado muito falho, tem o apoio da Câmara dos Deputados e do Senado dos Estados Unidos e o objetivo de endurecer as medidas contra a Rússia, o Irã e a República Popular Democrática da Coreia. “A nossa relação com a Rússia está no ponto mais baixo e perigoso de todos os tempos. Podem agradecer ao Congresso dos EUA por isso”, escreveu nesta quinta-feira o governante no Twitter.

O texto do projeto de lei, considerado por especialistas como inconsistente e injustificável, levanta ações que causariam grandes prejuízos ao setor energético russo, com importantes implicações para outros Estados do chamado velho continente

Além disso, concederia a Trump a prerrogativa de punir qualquer pessoa envolvida em investimentos no domínio da energia russa, as medidas também prejudicariam a área metalúrgica e o projeto do gasoduto Torrente do Norte-2, que levaria gás natural até a Alemanha, através do mar Báltico e sem intermediários. Participam nesta iniciativa, juntamente com o colosso russo Gazpprom, a empresa austríaca OMV, a francesa Engie, as alemãs Wintershall e Uniper, assim como a indo-britânica Shell.

Fonte: Prensa Latina, tradução de Maria Helena De Eugênio para o Resistência

Compartilhe: