Maduro: “consolidar o socialismo e fortalecer a consciência anti-imperialista para se manter firme diante dos ataques”

Venezuela

A mobilização permanente, o incentivo à solidariedade, a consolidação do socialismo venezuelano e o fortalecimento da consciência anti-imperialista são as ferramentas da Venezuela para se manter firme diante dos ataques promovidos pelos Estados Unidos (EUA).

“A Venezuela não se rende, a Venezuela vai seguir na batalha, vai seguir lutando, em vitória e vai continuar de pé”, disse o presidente da República, Nicolás Maduro, no Palácio de Miraflores, onde recebeu uma mobilização anti-imperialista no encerramento da jornada Todos Somos Venezuela: diálogo mundial pela paz, a soberania e a democracia bolivariana.

Diante de líderes populares e delegados que participaram do encontro, que começou no último sábado, o chefe de Estado pediu que a população continue com o moral elevado ante as ameaças de novas sanções por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, que usou o espaço da Organização das Nações Unidas (ONU) para atacar a Venezuela.

Maduro alertou que o objetivo deste nova investida é atacar o país sul-americano como um Estado falido para justificar golpes contra a institucionalidade venezuelana, sanções e, inclusive, ações contra a vida do próprio presidente venezuelano.

“A supremacia imperial hoje se expressou, o magnata (Donald Trump) se acha dono do mundo, mas ninguém ameaça a Venezuela e é dono da Venezuela, só o povo soberano desta pátria histórica”, acrescentou Maduro, que chamou Trump para debater sobre direitos humanos e o socialismo.

Ele destacou que a Venezuela constrói um socialismo de caráter latino-americano, mestiço, para a liberdade dos povos da região, nascido “das catacumbas, da tradição e o patrimônio dos povos indígenas. É um socialismo para a liberdade, que se rebela contra todas as formas de dominação”.

Amparada nessa visão, a Venezuela exige aos EUA relações à altura e de igualdade. “Não aceitamos relações de subordinação, de submissão, não aceitamos ser escravos de ninguém, não nos importa o poder que tenha o império estadunidense”, afirmou.

Solidariedade, bandeira integradora

O presidente Maduro reiterou sua solidariedade ao povo de Dominica, afetado pela passagem do furacão Maria. Foram enviados para a ilha 40 especialistas venezuelanos e 18 toneladas de ajuda humanitária.

Também manifestou sua disposição de ajudar o povo do México, que registrou um terremoto de magnitude 7,1.

“Tudo o que possamos, a partir do nosso amor e humildade, faremos. O México conta com a Venezuela neste momento de dificuldades que vive”, disse Maduro.

Chamado à ética e a eficiência

O presidente venezuelano fez ainda um chamado nesta terça-feira (19) para que a ética e a eficiência se transformem em pilares fundamentais na construção do socialismo bolivariano, que deve ser mais eficiente e menos burocrático.

“Eu lhes peço que renovemos por dentro nosso moral, nossa fé, compromisso e que cada um na trincheira que lhe cabe faça o bem, o melhor, com amor. Eu peço que atuemos com boa vontade, com boa fé, e rememos este barco da pátria para ao mesmo porto, da paz e da democracia”, afirmou.

“Estamos vivendo o momento mais glorioso da história desta Venezuela, que luta há mais de 500 anos contra todas as formas de anticolonialismo e escravismo. Este é um tempo de história única”.

Resistência com Agência Venezuelana de Notícias

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