Palestina e Argélia reclamam na ONU fim do bloqueio contra Cuba

Anti-imperialismo

Palestina e Argélia demandaram nesta quinta-feira (19) nas Nações Unidas, pela voz dos seus embaixadores Riyad Mansour e Sabri Boukadoum, respectivamente, o levantamento imediato do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba.

“Cuba merece ter relações, comércio e comunicação livres com todos os países, uma aspiração obstaculizada pelo bloqueio”, afirmou Mansour em declarações a Prensa Latina, a menos de duas semanas de que a Assembleia Geral da ONU acolha uma nova votação sobre um projeto de resolução que reclama o fim do cerco de Washington.
Segundo o observador permanente palestino, esse povo árabe condena as sanções impostas à ilha por mais meio século e celebra que o mundo também as recuse.

“Estamos com o povo e o governo de Cuba, confiantes em que a votação de 1 de novembro na Assembleia deixará outro esmagador respaldo à resolução”, sublinhou.

Por sua vez, Boukadoum advertiu que a Argélia desconhece todas as medidas unilaterais impostas à nações soberanas.

“Cuba é um bom amigo, com o que sempre temos estado desde o princípio, daí que recusemos o bloqueio”, disse para Prensa Latina o representante permanente do país norte africano.

Em 1 de novembro, a plenária dos 193 Estados membros da ONU pronunciar-se-á pela vigésima sexta ocasião desde 1992 a respeito de uma iniciativa apresentada por Cuba contra o cerco aplicado e intensificado pelas últimas 11 administrações na Casa Branca.

A votação do ano passado registrou 191 países a favor do projeto, com as abstenções dos Estados Unidos e Israel.

Ontem, a representante permanente cubana ante a organização, Anayansi Rodríguez, denunciou uma vez mais o impacto do bloqueio para o seu pais, ao qual considerou o principal obstáculo para o desenvolvimento e o bem-estar dos seus 11 milhões de habitantes.

Rodríguez interveio na inauguração de uma mostra de 18 cartazes ganhadores no concurso internacional NoMásBloqueo, organizado pela Chancelaria cubana.

Fonte: Prensa Latina

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